Piloto brasileiro vem à Irlanda em busca de voos mais altos em sua carreira

William Lage, piloto brasileiro vai para a Irlanda aprimorar seu inglês e em busca do seu certificado para valorizar sua carreira.

O piloto brasileiro William Lage, veio para a Irlanda aprimorar seu inglês para partir em busca do certificado ICAO – International Civil AviationOrganization – que abrirá portas para sua carreira de piloto internacional.
William escolheu a SEDA College como sua instituição de ensino e compartilhou alguns de seus planos conosco. Confira a breve entrevista que fizemos com o piloto à seguir:

[scrollGallery id=44]

Conte-nos sobre você. Por que você decidiu vir para a Irlanda?

Eu nasci em Campinas, São Paulo. Uma cidade aproximadamente do tamanho de Dublin. Antes de vir pra cá, eu já trabalhada como piloto há cerca de três anos. Comecei como instrutor de voo e também pilotei alguns jatos executivos, depois disso, comecei a trabalhar na companhia aérea brasileira GOL. Decidi vir para a Irlanda após perder meu emprego no ano passado, quando a companhia aérea deixou muitos funcionários na mão e, infelizmente, eu era um deles. Cheguei em janeiro deste ano afim de melhorar o meu inglês, o que com certeza ajudará e muito na minha carreira.

Quais são seus planos agora?

Quando eu conseguir melhorar o meu inglês, serei capaz de me candidatar a empregos de piloto em diversas outras partes do mundo, como a Ásia e a América do Norte. Na Irlanda e na Europa como um todo, também existem vagas de emprego na área, mas eu não posso atuar pelo fato de que por aqui, a licença de piloto brasileira não é reconhecida. Diferentemente de outros países como China e Japão, que não têm restrições para pilotos brasileiros.

A única coisa que preciso fazer para ingressar nesses países é passar por um teste de proficiência em inglês chamado ICAO..

Você pode falar um pouco mais sobre este teste?

Com certeza. É o chamado ICAO – International Civil AviationOrganization – feito para pilotos e controladores de tráfego aéreo que querem trabalhar em voos internacionais. O teste é como o IELTS, mas é mais fácil pois só avalia seu speaking e listenning – não há leitura ou escrita envolvidos.

Nele você é avaliado de 0 a 6. Um “6” significa fluência no idioma, quase que sua língua materna, mas para você se qualificar aos trabalhos internacionais, um “4” é o suficiente.

Antes de vir pra cá, eu fiz um teste ICAO apenas para avaliar como andava o nível do meu idioma e consegui um “3”. Agora, com meu inglês muito melhor do que na época, acredito que não terei grandes problemas para ser aprovado após o término do meu curso na SEDA.

Eu já encontrei um centro de testes em Portugal onde posso fazer o exame por 170€. Meu plano é terminar meu curso na SEDA e tentar fazê-lo, provavelmente no verão. Se eu conseguir atingir o resultado necessário, começarei a ir em busca do meu espaço na China e em outras partes do mundo.

E quanto a tentar trabalhar na Europa?

Isto é difícil para os brasileiros, pois as companhias europeias não reconhecem as nossas qualificações. Recentemente, eu conversei com um piloto da companhia aérea irlandesa AerLingus e perguntei a ele sobre isso. Segundo ele, eu provavelmente não precisaria de muitas horas de voo para mudar minha licença, mas ele avisou que mesmo assim, custaria muito tempo e dinheiro, pois teria de fazer muitos exames de aviação. Todo o processo levaria cerca de seis meses.

Por isso, provavelmente não vale a pena para mim. Acho que se eu passar no ICAO, posso facilmente encontrar um bom emprego na Ásia ou EUA, já que por lá, não existe nenhum problema quanto a contratação de pilotos brasileiros.

Existem muitas vagas de emprego no ramo da aviação atualmente?

Sim, existem. No Brasil, o mercado de aviação não anda muito bem, mas em outros países, o panorama é totalmente diferente. Nos Estados Unidos, por exemplo, a procura por pilotos estrangeiros aumenta a cada dia. Na Europa, as companhias também precisam de pilotos – por exemplo, há muitos voos que vão para países como Turquia, Alemanha e França. Então acredito que se você quer ser um piloto fora do Brasil, não terá muitos problemas em conseguir emprego.

O que você acha sobre a Irlanda?

Estou gostando muito! O país é muito diferente do Brasil e estou aprendendo muito sobre diferentes culturas e pessoas por aqui. Com toda certeza eu recomendaria este país para quem me perguntasse. O lugar é realmente muito bonito e as pessoas bem receptivas. Também estou muito contente com meu curso na SEDA, que está me ajudando e muito a me virar por aqui.
Quando cheguei, eu mal conseguia me comunicar com as pessoas na rua, mas agora, depois de apenas dois meses, consigo me comunicar e entende-las facilmente.

Você já voou na Irlanda?

Ainda não, mas estou planejando fazer isso em breve. Pretendo alugar um avião e sentir por algumas horas essa experiência. Também pretendo fazer alguns cursos para pilotos de curta direção – acredito que isso será muito bom para o meu currículo.

O treinamento de pilotos na Irlanda é muito diferente do treinamento no Brasil?

As autoridades solicitam a mesma experiência, tanto aqui quanto no Brasil, mas obviamente existem algumas diferenças no treinamento. Por exemplo, no Brasil, nunca teremos condições de voo sob neve ou gelo, o que aqui é muito comum no inverno.

Portanto, é muito bom para um piloto como eu poder voar nessas condições, já que no Brasil não poderei ter essa experiência.

Eu também acho que os equipamentos de trabalho por aqui, são muito melhores que os do Brasil. Em nosso país, muitos dos aviões já estão velhos… Isso pode ser bom para sua formação, já que você precisa ser um piloto melhor para pilotar esses aviões, na verdade eu até gosto do desafio, mas acredito que meus passageiros não tem a mesma ideia.

 

Veja também:

  1. “Happy” – É assim que os estudantes estrangeiros se sentem em Dublin
  2. Série de vídeos: Dicas para intercâmbio em Dublin
  3. SEDA College está pronta para a Copa do Mundo

Faça seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.