Intercâmbio Cultural é a nova tendência entre pessoas acima dos 50 anos

Londres e Paris estão entres os destinos mais procurados pela terceira que descobriu ser possível vivenciar experiências antes comuns aos jovens.

Intercâmbio Cultural é a nova tendência entre pessoas acima dos 50 anos
Intercâmbio Cultural é a nova tendência entre pessoas acima dos 50 anos

Leila Argolo, 59 anos, e o marido Paulo César Argolo, 57, descobriram que nunca é tarde para realizar sonhos. Depois de formados, de ter criado os filhos eles decidiram vivenciar uma nova experiência. Em junho deste ano, o casal foi para o Canadá fazer um intercâmbio cultural e um curso de inglês. “Nós viramos estudantes novamente, ficamos em casa de família, andamos de ônibus e metrô para ir para a escola, foi uma experiência inesquecível”, afirma Leila Argolo.

A dona de casa e o marido, que é médico, estão dentro de um novo comportamento que desponta no Brasil. O público da terceira idade está vivenciando experiências antes comuns apenas aos jovens. É o caso dos intercâmbios que estão ganhando cada vez mais adeptos, digamos, “experientes”. Segundo a Diretora Expert em Intercâmbio, Ludmila Teles, tem crescido substancialmente o intercâmbio cultural de pessoas acima dos 50 anos. “De uns anos para cá cresceu a procura nessa faixa etária. Cada vez mais as pessoas deixam decisões como casamento e filhos para mais tarde e investem na carreira e na consolidação de uma posição melhor no trabalho, além da vontade de conhecer novos horizontes”.

A carreira, o namoro, o casamento e mesmo filhos, não mais impedem a busca pelo desejo de uma experiência no exterior e encontrar histórias de cinquentões que largam tudo, botam a mochila nas costas e correm para realização de seus sonhos, são cada vez mais comuns. É o caso de Kelsen de Athayde, gerente administrativo e financeiro de uma multinacional brasileira. Aos 54 anos, decidiu ir no fim do mês para Vancouver, também no Canadá, onde vai estudar inglês durante dois meses. “Vou aprimorar o inglês e viver algo novo, tanto que escolhi ficar em casa de uma família totalmente desconhecida.”, afirma.

Segundo dados do setor, a procura por esse tipo de serviço no Brasil pelos cinquentões, aumentou 45% nos últimos anos. Na Experimento Salvador , por exemplo, esse público já representa 8% da cartela de clientes, que buscam além do curso de línguas, outras atividades durante a estadia. “Como eles já tem carreira profissional consolidada, querem aproveitar bem a viagem e fazer cursos que agreguem a experiência, como gastronomia, artes, dança”, afirma Ludmila. Os destinos mais procurados são lugares históricos e culturais como Paris, Londres além da Ilha de Malta e mais recentemente cidades dos Estados Unidos e Canadá.

A falta de tempo pode ser considerada um dos limitadores para pessoas acima de 50 anos realizarem o intercâmbio. Aí entram os programas de tempo mais curto. “Às vezes o indivíduo tem uma posição consolidada dentro da empresa em que trabalha, está num bom momento na carreira e não quer abrir mão disso. Porém, existe a opção do intercâmbio cultural de férias, de quatro semanas ou até menos, que não prejudica em nada a carreira profissional, só acrescenta”, explica Ludmila.

Informações:

Experimento.org.br
Facebook.com/ExperimentoIntercambioCultural
Twitter.com/Experimento_

Comentários

  1. Desejo informação sobre intercambio para o exterior , sinto que o inglês me faz falta em todos os niveis, quer quando estou viajando ou no computador e celular. Faz tempo que me interesso .
    Quero saber quais são os primeiros passos.Obrigada, aguardo.

    • Olá M.Alzira, tudo bem?
      Você pode encontrar mais detalhes a respeito de programas para terceira idade no site da A Belta – Brazilian Educational & Language Travel Association – reúne as principais instituições brasileiras que trabalham nas áreas de cursos, estágios e intercâmbio no exterior. Mais detalhes aqui ~> http://bit.ly/belta-terceira-idade
      abraços

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