Vivendo na Austrália por Yasmin Graeml

A Blogueira Yasmin Graeml, explica como um intercâmbio pode influenciar no seu jeito de viver

Costumo comparar o intercâmbio, principalmente o de High School, com um renascimento. Não é um ano da sua vida e sim uma vida de um ano, quase como nascer no ensino médio.

Cheguei na Austrália e ganhei uma nova família, uma nova escola, uma nova língua, tive que buscar novos amigos e me acostumar com uma nova cultura.

Eu tinha 16 anos e pela primeira vez na minha vida questionei fatos que levava como verdade absoluta, desde os mais bobos como: Quem não come feijão e arroz não fica forte (na Austrália ninguém comia feijão e arroz e pareciam estar muito bem. Lá eles diziam que para crescer forte e saudável tinha que comer Vegemite – uma espécie de geleia que ninguém nunca nem ouviu falar aqui no Brasil) até coisas importantes como: precisamos estudar 12 matérias no ensino médio (lá eu fazia apenas 6) ou se o único caminho que eu poderia seguir era a faculdade.

Eu estranhei muito no começo quando me perguntavam se eu iria fazer faculdade depois do ensino médio. Para mim sempre foi algo obvio: acabar o colégio – vestibular – faculdade e aos poucos percebi que muitos queriam fazer um curso técnico ou seguir caminhos que não necessariamente envolviam a universidade.

Minha rotina também mudou, troquei as minhas late nights brasileiras por early starts australianos. Comecei a comer sucrilhos, comida chinesa e a tomar leite puro (coisas que no Brasil eu jurava que não gostava). Percebi que existiam muitos passeios legais que meus amigos brasileiros jamais tinham me convidado para fazer como ir no museu e fazer um piquenique no parque.

Pela primeira vez na vida entendi o valor do dinheiro, tive que gerenciar meus gastos para que meus 200 dólares durassem até o fim do mês. Também via todos os meus amigos com part time jobs, muitos deles trabalhando em fast foods, algo que no Brasil é visto com muito preconceito.

O intercâmbio me mostrou que não existe jeito certo para se viver, me mostrou que o mundo não se resume a apenas uma cultura e a um jeito de viver. Hoje sou uma pessoa melhor.

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