Ensino médio no exterior atrai cada vez mais brasileiros

​​​Estudos indicam que o ​Gap Year beneficia a vida acadêmica 

​Fazer um ou mais semestres do ensino médio no exterior virou uma realidade entre os brasileiros.  Segundo dados da Pesquisa Selo Belta, divulgada em 2016 e encomendada pela Belta (Associação das Agências de Intercâmbio), em 2015 o programa de high school (ensino médio) foi o segundo produto mais comercializado por agências de intercâmbio, ficando atrás apenas de curso de idioma.

Além disso, de acordo com o livro Gap Year: How Delaying College Changes People in Ways the World Needs [Ano sabático: como adiar a faculdade muda as pessoas nos modos como o mundo precisa], de Joe O’Shea, os jovens que vivenciam experiências culturais e profissionais antes da graduação apresentam melhor desempenho acadêmico do que seus colegas que não tiveram a mesma oportunidade, além de maior satisfação profissional.

Esse foi o caminho escolhido pelo estudante Igor Sant’Ana Veroneze, de 18 anos, que fez um intercâmbio de um ano na Rússia. O jovem deixou Dourados em 19 de agosto de 2015 e conta que desde o momento em que saiu do avião e viu Moscou, percebeu como a cultura e os costumes eram completamente ​diferentes​, e, ao mesmo tempo, representava algo desafiador. “Foi uma experiência única. Aprendi mais sobre o país, a língua e o estilo de vida dos russos”.

Estudante Igor Sant’Ana Veroneze, de 18 anos - Rússia - Agosto 2015 a 2016
Estudante Igor Sant’Ana Veroneze, de 18 anos – Rússia – Agosto 2015 a 2016

O estudante retornou ao Brasil no segundo semestre de 2016 e pretende cursar engenharia mecatrônica. Para ele, o intercâmbio teve importante papel em sua escolha profissional. “Como tudo na vida deixa marcas, eu deixei um pouco de mim na Rússia, assim como tudo que vivi me marcou”, reflete Igor.

Com saudade da família que o hospedou pela ONG AFS Intercultura Brasil, o estudante pretende voltar para fazer uma visita. Além deles, também ainda conversa com os professores e os amigos que fez durante o intercâmbio, tanto os russos quanto os estrangeiros que também estavam estudando. “Se fosse para resumir um ano de intercâmbio em uma palavra, seria ‘inesquecível’. Gratidão é o sentimento que fica”, conclui o estudante. ​

Para se inscrever em um dos programas de intercâmbio ​do AFS, acesse: www.afs.org.br.

Estudante Igor Sant’Ana Veroneze, de 18 anos - Rússia - Agosto 2015 a 2016
Estudante Igor Sant’Ana Veroneze, de 18 anos – Rússia – Agosto 2015 a 2016

Sobre o AFS

O AFS Intercultura Brasil é uma organização voluntária de intercâmbio não governamental e sem fins lucrativos, comprometida em oferecer oportunidades de aprendizagem intercultural. Fundada há 60 anos no país, a instituição está presente em 18 estados, contando com cerca de mil voluntários.

A instituição carrega em sua história alguns diferenciais em relação às empresas responsáveis por programas de intercâmbio ao redor do mundo. Um desses pontos é a total imersão na experiência intercultural.

Diferentemente dos projetos privados de intercâmbios, os estudantes encaminhados pelo AFS ficam hospedados em residências de famílias voluntárias da instituição no exterior, aprimorando ainda mais a língua e a compreensão dos costumes locais.

Além disso, por não objetivar o lucro, todos os custos com os programas de estudo são reinvestidos em avanços sociais, preparando e desenvolvendo as melhores experiências possíveis para os jovens estudantes e os voluntários.

“Todos os custos do AFS são para desenvolver pessoas, sejam eles intercambistas, famílias hospedeiras ou voluntários que dão suporte aos programas. Toda a parte de orientação e apoio, além dos agentes educacionais do AFS, são voluntários apoiados por uma estrutura profissional.  Uma boa parte dos recursos é investida em recrutar, capacitar e desenvolver aproximadamente mil voluntários no país.  Daí o grande efeito multiplicador do AFS. Para cada intercambista temos pelo menos quatro voluntários envolvidos: conselheiro, presidente do comitê, orientador e treinador”, explica a diretora nacional da instituição Andreza Martins.

História

A ONG é Integrante do AFS Intercultural Programs. A organização mundial está presente em 110 países e realiza mais de 12 mil intercâmbios por ano, com a colaboração de 42 mil voluntários em todo o mundo.

Criada em 1914, a instituição AFS nasceu quando jovens idealistas se recusaram a participar dos combates da Primeira Guerra Mundial, e entraram no campo de batalha como motoristas de ambulância para socorrer feridos, independente de sua nacionalidade e cultura.

Desde então, adotou a paz como um dos pilares da sua missão, que consiste em ampliar o acesso às competências interculturais necessárias para a formação de cidadãos globais que possam lidar com os desafios do mundo contemporâneo e contribuir para um mundo justo e pacífico.

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