Intercâmbio para casal cresce no Brasil

Se você pretende fazer um intercâmbio em casal nos próximos meses, então confira essas dicas da colunista Marília Maciel

Intercâmbio para casal cresce no Brasil
Intercâmbio para casal cresce no Brasil

De acordo com o levantamento encomendado pela Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), 220 mil estudantes que saíram do país para fazer intercâmbio, em 2015, quase a metade tinha por origem o Estado de São Paulo, cerca de 100 mil estudantes paulistas, sendo que 29,6% tinham eram oriundos da capital.

Ainda segundo o levantamento, jovens de 18 a 30 anos são os que mais fazem intercâmbio – seja para graduação ou pós-graduação. Aproximadamente 49% desses estudantes têm como fonte para a viagem o investimento feito em poupança, e em segundo lugar, com 40,6%, a família.

Lembro que em 2015 ouvi na rádio que, em 10 anos, o número de brasileiros que participam de intercâmbio no exterior já crescia cerca de 600%, mas que a nova tendência na época, era de fato, é a abertura desse mercado para casais que querem, cada vez mais, embarcar nessa aventura juntos.

Para ilustrar a reportagem, foram apresentados casais que amaram a experiência, que curtiram aprender um novo idioma, viver uma nova cultura e ainda estar ao lado da pessoa amada. OK, não discordo que seja tudo de bom viajar com quem se ama – aliás, adoro fazer isso –, mas  este assunto me lembrou um post que fiz há um tempinho (você pode conferi-lo aqui), sobre os prós e contras de namorar durante o intercâmbio. Nele, abordava diversas situações, como a distância e até esta, de encarar o intercâmbio juntos.

Acho muito válido dividir esses momentos especiais com quem amamos. De fato, nos sentimos mais seguros se temos nosso amor por perto para nos dar força, nos proteger, ou simplesmente nos oferecer um colinho quando estivermos tristes. Contudo, ainda sou da opinião de que intercâmbio para funcionar de verdade tem que ser sozinho e não em casal. Afinal, não creio que você vá adquirir fluência no idioma e vivência real de uma cultura diferente vivendo com alguém que fala a mesma língua que você e que tem a mesma base cultural.

Se você resolveu embarcar nesse projeto e ir para um outro país, é porque tem um objetivo e tem que aproveitar tudo o que for possível para alcançá-lo.  Quando você faz intercâmbio sozinho, você se vê obrigado a se esforçar mais no novo idioma, já que precisará se virar para se comunicar. Aliás, por falar em comunicação, vamos combinar que, sozinhos, é mais fácil de nos relacionarmos com outras pessoas e, consequentemente, aproveitarmos a cultura local pura e verdadeira (e não só a turística).  Não estou dizendo que não é possível fazer amigos com o namorado do lado, nem tampouco estou estimulando traição ou término de namoro. Só que a gente consegue conversar mais, ser mais espontâneos sem causar ciúmes – e acreditem, essas situações “bobas” favorecem e muito a melhora na fluência do idioma.

Você sentirá saudade do seu amor? Sim, é claro! É natural. Como disse, não estou sugerindo que ninguém termine relacionamento algum. Longe de mim. Mas, se seu programa de intercâmbio for, principalmente, de curta duração, não vejo problema algum em você encarar essa viagem sozinho(a) e se descobrir, descobrir novos lugares e desafios. Depois você volta lá com seu (sua) namorado(a) e experimenta de novo. Garanto que será muito legal também – e totalmente diferente!

Não estou pedindo pra você concordar comigo. A escolha é sua. O dinheiro investimento também. Esse é só meu ponto de vista. Acho que intercâmbio, quando não muito longo, será melhor aproveitado quando feito sozinho e, de preferência, sem amizades brasileiras também (senão cai na mesma situação do namoro). Mas, se você se sente mais seguro indo com alguém, então embarque assim. Não adianta forçar também, não é? O que vale é ouvir seu coração, com a tecla SAP que você desejar.

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