Iniciação científica: como fazer a sua no exterior?

Saiba o que fazer para alcançar essa conquista em sua carreira acadêmica

Iniciação Cientifica
Iniciação Cientifica

As pesquisas científicas são capazes de mudar o mundo. É através delas que podem ser obtidas descobertas surpreendentes em diversas áreas do conhecimento, o que traz transformações significativas à sociedade acadêmica e, por extensão, à toda a população.

A iniciação científica é um dos melhores caminhos para se introduzir no ramo com o auxílio e o suporte de professores especialistas na área desejada, que podem orientar graduandos, mestrandos ou doutorandos em busca dos objetivos propostos.

Essa oportunidade já chama atenção por si só, e um detalhe que nem todos os interessados conhecem ou pararam para pensar é que ela pode ser realizada em outros países, o que é capaz de agregar uma bagagem cultural fantástica e, de quebra, ter acesso a tecnologias e procedimentos diferentes.

Vamos entender melhor em que consiste uma iniciação científica para, então, abordar como ela pode ser feita em outros países e o que é necessário para tal.

O que é iniciação científica?

É um tipo de pesquisa acadêmico cujos programas são oferecidos por universidades públicas e particulares. O objetivo é permitir que o aluno aprofunde seus conhecimentos em uma determinada área de seu curso, o que é feito com o auxílio direto de um professor orientador.

Nesse programa, os alunos podem participar de projetos individuais ou em grupos, onde encontram a possibilidade de conhecer técnicas e metodologias e, assim, sugerir análises e pesquisas com maior embasamento científico.

Quem se candidata a uma iniciação científica (também chamada de IC) obtém uma base sólida para que possam prosseguir em seus mestrados ou doutorados, já que os assuntos e metodologias com os quais terão contato já estarão intrínsecos em suas mentes e, assim, poderão ser lidados com mais facilidade.

Além disso, ao investir tempo e esforços em uma iniciação científica, o contato com o mercado de trabalho naquela área de estudos acontecerá com mais naturalidade, já que muitos dos processos pelos quais o novo profissional passará já terão sido realizados por ele previamente.

Também é importante ressaltar que além do desenvolvimento de um raciocínio técnico e científico apurado, o aluno tem a possibilidade de fazer a pesquisa com ou sem o auxílio de bolsas de fomento, as quais ajudam na manutenção de suas despesas, dado o tempo que precisa ser dedicado para uma boa pesquisa.

Algumas das bolsas de fomento oferecidas no Brasil são das FAPs (Fundações de Amparo à Pesquisa) de cada unidade federativa, do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior).

Os benefícios à carreira são notórios, o que é mostrado no estudo “A formação de novos quadros para CT&I (Ciência, Tecnologia e Inovação): avaliação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic)”, divulgado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (Cgee) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

De acordo com o estudo, quem participa de programas de iniciação científica enquanto ainda na graduação têm 2,2 vezes mais chances de completar o mestrado e 1,5 vez mais de concluir o doutorado em comparação a quem não participou do programa.

Além disso, ele também concluiu que estudantes que receberam bolsa Pibic, em média, concluíram a graduação mais jovens (23,9 anos) do que aqueles que não receberam a bolsa (24,8 anos).

Porém, não é apenas em solo nacional que o programa pode ser realizado, já que universidades de todo o mundo oferecem essa possibilidade, que pode ser aproveitada também por estrangeiros, inclusive os brasileiros.

Como fazer uma iniciação científica fora do Brasil?

O processo pode ser feito de diferentes maneiras, como as seguintes:

Mediação de professores no Brasil

Por vezes, o professor orientador da iniciação científica feita no Brasil tem parcerias com universidades de outros países, o que pode ter decorrido de contatos anteriores com as instituições em prol do desenvolvimento daquela área.

Neste caso, o próprio orientador pode ajudar o aluno em sua empreitada internacional, já que tem uma linha direta de contato com outras universidades pelo mundo que oferecem essa possibilidade.

Não há, porém, como saber exatamente quais são os professores que possuem esse tipo de parceria. Por isso, vale a pena perguntar nas instituições de ensino, buscar informações na internet ou com outras pessoas que já tenham passado pela experiência.

Parcerias das FAPs

A Fundação de Apoio à Pesquisa de cada estado pode também ter parcerias e negociações com universidades de outros países e, com isso, endossar a participação de pesquisadores brasileiros em diferentes nacionalidades.

Nesses casos, interrompe-se a bolsa que é oferecida no Brasil para que os alunos usufruam de uma no exterior, cujo financiamento será feito por outras agências e instituições.

Para que os alunos possam participar dessa alternativa, é necessário que eles estejam sob vigência de suas bolsas de iniciação científica junto à respectiva FAP.

Programas das universidades

Além das parcerias que os professores podem ter com instituições internacionais, a própria universidade também pode ter acordos e negociações que possibilitam a participação de seus alunos em projetos internacionais.

Da mesma forma, é necessário pesquisar e entrar em contato com as universidades para saber quais oferecem essa possibilidade e o que deve ser feito para a aplicação da candidatura.

Quais são os documentos necessários?

A lista pode variar de acordo com cada universidade e processo pelo qual o estudante teve acesso à iniciação científica internacional, mas os principais costumam ser os seguintes:

  • Projeto de pesquisa completo e resumido;

  • Curriculum Vitae do pesquisador com que o candidato participará da pesquisa;

  • Declaração do pesquisador participante da pesquisa;

  • Histórico escolar ou súmula curricular, sempre atualizados;

  • Carta da instituição de ensino do exterior com o aceite do aluno para a participação da pesquisa;

  • Se necessário, passaporte e visto com validade mínima de 6 meses a contar da data de retorno para o Brasil, o que pode variar de acordo com o país.

É importante ressaltar que todos os documentos que possuam validade legal precisam passar por traduções juramentadas, em que eles mantêm tal validade no país estrangeiro, desde que a tradução seja apresentada em conjunto com o documento original.

Vale a pena fazer uma iniciação científica fora do Brasil?

Sem sombra de dúvidas! Essa é uma oportunidade que pode mudar de uma vez por todas a carreira acadêmica, profissional e pessoal dos alunos, já que acrescenta um diferencial bem importante em seu currículo, além da oportunidade de enriquecer sua cultura.

Além dos conhecimentos obtidos pela pesquisa em si, o candidato também obtém experiência em relatórios e seminários em língua estrangeira (geralmente em inglês, embora possa variar), o que conta positivamente para sua avaliação por parte das instituições de ensino e do mercado de trabalho.

Portanto, pesquise sobre o assunto e conheça as oportunidades disponíveis para aproveitar esse conhecimento, sem esquecer da tradução juramentada para as etapas burocráticas. Com isso, você pode ser a próxima pessoa a contribuir diretamente com o desenvolvimento da ciência a nível nacional e internacional!

Faça seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.