Meu filho não quer fazer intercâmbio. E agora?

Meu filho está preparado para fazer intercâmbio?
Meu filho está preparado para fazer intercâmbio?

Cada vez mais, não apenas os jovens e pessoas mais velhas buscam uma experiência no exterior, como as crianças também estão embarcando mais cedo para estudar em outro país. Há agências de intercâmbio com programas específicos para os pequenos a partir dos 7 anos de idade.

De acordo com a gerente de produtos educacionais da CI, agência de Intercâmbio e Viagem, Fabiana Fernandes, o Family Program, Intercâmbio Teen e High School são algumas das alternativas de programas para esse público. “A CI oferece programas em família, em que os pais têm a oportunidade de fazer intercâmbio na companhia dos filhos, mas cada um estuda em turmas com perfis correspondentes. Outra opção é mandar o filho para um Intercâmbio Teen. São grupos de pré-adolescentes e adolescentes que viajam para outro país acompanhados por monitores, que garantem uma viagem segura e inesquecível. E o High School, que consiste na possibilidade de cursar o Ensino Médio em uma escola estrangeira”, explica Fabiana.

Muitas vezes, essa vontade de explorar o mundo, conhecer novas culturas, parte da criança/adolescente. Contudo, há casos em que fazer intercâmbio é um desejo dos pais e não do filho. Segundo a psicóloga e analista do comportamento Talita de Souza Borges Leão, os pais incentivarem os filhos a fazerem intercambio não é um problema. Muito pelo contrário.  Pode até ser a “força” que eles precisam para tomar essa decisão. Contudo, quando o filho não quer fazer intercambio realmente, é preciso entender seus motivos e, se for o caso, não o forçar.

A psicóloga explica que a mudança de país não significa apenas uma mudança simples de ambiente, mas de cultura. Além disso, será uma situação em que ele ficará distante das pessoas queridas (pontos de referência). “Para alguns, esses fatores, podem significar sofrimento e a pessoa pode não ter habilidades para lidar com as mudanças, além de não estar disposta ou não ter ferramentas para desenvolvê-las”, aponta Talita, que acrescenta que algumas das consequências diante disso pode ser depressão, isolamento social, entre outros.  

Sabemos que fazer intercâmbio é uma experiência incrível, que faz diferença na vida pessoal e profissional. Porém, é preciso lembrar que nem todos têm os mesmos gostos, os mesmos objetivos e sonhos. Talvez, além de simplesmente saber se o intercâmbio é algo que seu filho quer ou não, é preciso identificar se ele está preparado para isso. Se aquele é o momento adequado para aquele tipo de viagem. Talvez ele só não esteja preparado naquele momento. No futuro ele pode querer sim estudar em outro país. Por isso, como identificar que seu filho está pronto ou não para o intercâmbio é o que a gente vai falar no próximo post.

Beijos e até a próxima.

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