Não são poucos os viajantes que têm o sonho de fazer um tour pela Europa e isso não é por acaso, além das belezas naturais, recursos históricos e riquezas culturais, o deslocamento entre diferentes países da Europa é muito mais simplificado do que comparado a outros continentes.

Em grande parte do território, por exemplo, é possível passar de um país para outro apenas com uma pequena viagem de trem, ônibus ou as famosas low-costs, que são os voos domésticos extremamente baratos. 

Graças ao Tratado de Schengen, nem mesmo o controle fronteiriço é feito em cada destino da sua viagem. Na prática, consiste em um acordo feito entre 26 países da Europa em que é garantida a livre-circulação de pessoas. 

Por sua vez, os países que fazem parte do Espaço Schengen, como também é chamado, é responsável pelo controle de fronteiras não somente do seu território nacional, mas também por todos os outros “estados” que compõem o acordo.

O que isso significa? Vamos supor que um viajante chega na Europa pela Espanha, que é um dos países-membros do Espaço Schengen e da União Europeia. Nesse cenário, a Espanha é a responsável por analisar as documentações daquele viajante. 

Caso ele se desloque, por exemplo, para a França, Suíça e Itália, esse controle não é mais realizado, porque os outros territórios entendem que é um viajante autêntico e não representa nenhum risco. 

Quando nos referimos aos cidadãos do próprio Espaço Schengen, as viagens são ainda mais simplificadas. Para se ter uma ideia, segundo dados da Comissão Europeia, todos os anos, cerca de 1,2 milhão de europeus viajam por esse território. 

Mas, afinal, quais são os países que fazem parte do Espaço Schengen e o que você precisa saber para se deslocar pela Europa? Continue com a sua leitura que eu vou tentar te ajudar. 

Imagem: Freepik

Qual é a diferença entre o Espaço Schengen e a União Européia?

Muitos viajantes confundem o Tratado de Schengen com a União Europeia. Na prática, tratam-se de dois acordos diferentes, tanto que temos alguns países que compõem o Espaço Schengen, porém, não fazem parte da União Europeia (como a Noruega e a Suíça) ou fazem parte da União Europeia e não compõem o Espaço Schengen (como a Irlanda). 

O primeiro ponto é entender que a União Europeia consiste em um bloco econômico que dinamiza a cooperação política, social e econômica entre os 27 estados-membros. 

A UE foi criada em 1992 e, atualmente, é composta por: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia e Suécia.

Por sua vez, o Tratado de Schengen está relacionado com o controle de fronteiras e, por essa razão, simplifica a circulação de pessoas. Os países que fazem parte deste acordo são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polônia, Portugal, República Checa, Suécia e Suíça.

Quais são as principais regras para “turistar” pelo Espaço Schengen?

Atualmente, o turista brasileiro não precisa de visto para entrar no Espaço Schengen, no entanto, isso vai mudar a partir de 2023 com a implantação do ETIAS, que consiste em uma permissão de entrada eletrônica para viagem e deslocamento entre os países do Espaço Schengen. 

Na prática, o viajante brasileiro pode ficar por 90 dias (3 meses) no Espaço Schengen a cada 180 dias (6 meses). Aqui é válido ressaltar que essa regra é válida por todo o território de Schengen e não por cada país que visitar.

Para entrar em qualquer país desse espaço, é preciso cumprir alguns requisitos, como:

  • Passaporte válido por, pelo menos, 6 meses;
  • Passagem de retorno para o Brasil;
  • Comprovação financeira pelo período que ficará na Europa (seja dinheiro em espécie, extrato bancário ou limite do cartão de crédito);
  • Seguro viagem por todo o período da viagem;
  • Comprovante de hospedagem.

A partir do momento que você entrar no Espaço Schengen, não precisará mais passar pela imigração para checagem dos seus documentos, desde que o seu deslocamento seja entre estados-membros do tratado. 

É válido citar que existem três microestados que, embora não façam parte do Tratado de Schengen, não fazem controle de fronteiras de viajantes vindos de países do acordo, são eles: Mônaco, San Marino e Vaticano. 

Imagem: Freepik

Dicas para não passar perrengue na sua Eurotrip

Se você deseja organizar uma eurotrip com o mínimo de perrengue possível, algumas diquinhas podem te ajudar:

  • Se você está programando a sua viagem a partir de 2023, já fique atento ao ETIAS. A solicitação de entrada custará em torno de 7 euros e poderá ser feita online. Saiba mais neste site.
  • Defina com antecedência quais serão os países que você visitará durante a sua viagem e analise as principais regras. Por exemplo, se você colocou França, Itália e Croácia no seu roteiro, a partir de 2023, vai precisar do ETIAS para circular entre França e Itália, porém, a Croácia não faz parte do Estado Schengen e não exige visto entre os brasileiros, isso significa que você apenas passará pela imigração e não precisa solicitar permissão de entrada antes;
  • Sempre tenha os seus documentos impressos e traduzidos para facilitar a imigração;
  • Fique atento às moedas de cada país, isso porque nem todos os países da União Europeia ou do Espaço Schengen possuem o euro como moeda oficial, como é o caso da Bulgária (que utiliza o Lev búlgaro), República Tcheca (Coroa tcheca) e Croácia (Kuna croata).

Ainda sobre as moedas, atualmente, é possível contar com recursos que simplificam a compra de diversas moedas de uma vez, como é o caso do Wise, uma conta digital e cartão internacional.

Com o Wise, você consegue comprar e guardar mais de 50 moedas da sua conta, criar contas em 19 países, além de enviar dinheiro e utilizar o cartão em mais de 83 países. 

Esse, inclusive, é o meio pelo qual estou comprando dólares australianos para o meu intercâmbio em Sydney (mas esse é assunto para outros conteúdos). Abra sua conta neste link e ganhe gratuidade na primeira transferência

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