Intercâmbio 2022: Tudo o que você precisa saber sobre fronteiras, valores, destinos e como se preparar!

Você quer fazer um intercâmbio de 2022? Esse texto tem tudo o que você precisa saber para organizar a sua viagem!

Estamos há apenas dois meses de terminar o ano e, embora 2021 tenha sido difícil, temos acompanhado uma luz no fim do túnel (que esperamos não ser um trem, não é mesmo?). Nesse sentido, com o avanço da vacinação em todo o mundo, é impossível não nutrir a esperança de um possível intercâmbio em 2022. 

Sabemos que muitas pessoas precisaram adiar o sonho do intercâmbio já no começo da pandemia, em 2020, quando as fronteiras fecharam e se tornou, simplesmente, impossível embarcar para outro país.

Mesmo aqueles que tinham embarcado naquele ano também sofreram os profundos impactos da crise sanitária, com os lockdowns, alta no desemprego em todo o mundo, necessidade de estudar online e os protocolos para contenção do visto.

Diante disso, o aumento da imunização em todo o planeta e abertura gradual das fronteiras nos mostram um indício de melhorias. 

Mas, afinal, quais são as expectativas para o próximo ano? Será possível realizar um intercâmbio em 2022? Como se preparar? É essa análise que farei com você neste conteúdo.

Quais são as expectativas em relação à pandemia?

Imagem: Pixabay

É leviano dizer que a pandemia vai acabar no final de 2021, começo de 2022 ou em qualquer outra data. Da mesma forma que não tínhamos controle quando ela surgiu, também não teremos quando ela for embora.

O que sabemos (e isso é uma ótima notícia) é que a vacinação tem surtido um efeito positivo no mundo todo. 

Para se ter uma ideia, um estudo estadunidense, realizado com cerca de 9 milhões de pessoas, mostrou que o risco de contrair a doença ou ficar hospitalizado é muito menor em pacientes vacinados do que não vacinados, inclusive com a variante Delta, que já se mostrou a mais transmissível.

Outro estudo, realizado na França com 20 milhões de pessoas, constatou que vacinados têm até 90% menos riscos de internações e mortes por COVID.

E temos acompanhado esses resultados no cotidiano. No Brasil, por exemplo, desde julho de 2021, temos visto a queda da média móvel de casos e mortes pelo novo coronavírus em mais de 50%.

No entanto, como dois lados de uma mesma moeda, nem tudo são flores e esbarramos com um grande desafio pelo caminho da imunização completa da população: os negacionistas, que são, justamente, as pessoas que não querem tomar vacina.

Esse, inclusive, é um dos problemas de países desenvolvidos, como os Estados Unidos, em que 99% das mortes atuais são de não vacinados, e alguns países europeus.

Todo esse contexto dificulta o combate à pandemia e, como uma reação em cadeia, também pode prejudicar a abertura das fronteiras, tornar as regras de viagens mais rígidas e afetar o desempenho econômico dessas regiões.

Resumindo: caminhamos para momentos mais positivos nesses quase dois anos de crise, porém, ainda é difícil dizer quando a pandemia, finalmente, acaba. Isso vai depender não apenas da adesão à vacinação, mas também da contenção de novas variantes e possíveis novas imunizações futuras.

E a abertura das fronteiras?

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Com o tópico anterior, já deu para imaginar que a abertura das fronteiras é um tema que está intimamente ligado ao desempenho dos países em relação à pandemia. 

De modo geral, alguns destinos já estão abertos para brasileiros, como: Irlanda, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Portugal, México, Emirados Árabes, Chile e Suíça

Cada nação, possui regras diferentes que, geralmente, se resumem a apresentação do passaporte de vacinação com o esquema vacinal completo (seja com duas doses ou dose única), apresentação de um PCR negativo e/ou quarentena obrigatória.

Enquanto isso, alguns outros países seguem fechados desde o começo da pandemia, como a Austrália e a Nova Zelândia. No entanto, as expectativas são que esses destinos reabram entre o final de 2021 e começo de 2022.

O governo australiano, por exemplo, já divulgou um plano de reabertura, em que começariam a receber estudantes e turistas internacionais quando a população atingisse um nível superior a 80% de imunização. No momento, a terrinha dos cangurus segue com 51,4% das pessoas vacinadas. Estamos ansiosos! 🤞🏽

Os valores dos cursos vão mudar para 2022?

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Uma das principais preocupações das pessoas que desejam fazer intercâmbio em 2022, sem dúvidas, é em relação ao valor do curso. Sabemos que a cotação estrangeira está em alta e os preços das moedas como o Dólar, Euro, Libra Esterlina, Dólar Canadense e Dólar Australiano estão muito mais caros se comparado ao período antes da pandemia.

Mas será que isso significa cursos mais caros em 2022? Bom, sim e não!

É inegável que o valor da cotação da época é um dos principais influenciadores do preço do intercâmbio, afinal, todos os gastos e comprovações são realizados na moeda do país de destino, certo?

No entanto, com o fechamento das fronteiras, as escolas de idiomas estão há mais de um ano e meio sem receber estudantes internacionais. Isso significa que para reaquecer os negócios e chamar a atenção de novos alunos, essas instituições têm feito diversas promoções nos últimos meses. 

O mesmo ocorre com os governos de cada país. Os estudantes internacionais aquecem a economia local não somente com o turismo, mas também com a mão de obra. Por isso, diversos países já têm feito projetos para facilitar a entrada de intercambistas.

Nesse sentido, mesmo com a cotação da moeda mais cara, ainda é possível comprar intercâmbios com uma relação custo-benefício atraente e ainda ter acesso a opções bem interessantes de pagamento. Bem massa, né?

Vale a pena organizar um intercâmbio em 2022?

Imagem: Pexels

Bom, chegamos à dúvida que passa pelo coraçãozinho de todo o intercambista: afinal, vale a pena viajar em 2022? 

Aqui no Canal, dentro das agências, escolas de inglês ou até na própria imigração… nenhuma dessas fontes pode dar certeza do que nos espera no ano que vem. Seria precipitado e irresponsável da minha parte dizer para você que o mundo voltará “ao normal” e seremos felizes como um cartão postal de natal. A verdade é que não sabemos.

Mas o que eu posso afirmar, com muita esperança e pautada nas informações que já temos (e que eu trouxe alguns dados neste artigo), é que o mundo todo tem caminhado por dias melhores, tanto em relação à pandemia, quanto economicamente falando, com a reabertura das fronteiras e reaquecimento do mercado.

Por isso, organizar um intercâmbio em 2022 pode sim ser uma boa opção. Porém, aqui vai um conselho: pesquise muito, acompanhe as notícias do seu destino de intercâmbio e entenda as regras de reabertura das fronteiras. Neste novo período, todo cuidado é pouco.

Como se preparar para viajar em 2022?

Se quer embarcar para um intercâmbio em 2022, o ideal é que você comece a se planejar agora. Elencando o conselho do tópico anterior: levante informações a respeito das escolas, possibilidades de cursos, agências, opções de acomodações, regras para tirar o visto e todos os custos envolvidos.

Lembra-se que falei sobre as promoções ali em cima? Pois bem, fique atento nas páginas das agências e das próprias escolas. Acompanhe os preços e a cotação. Quando tiver favorável, já fecha o seu intercâmbio. 

Quanto mais cedo você fechar a sua viagem, mais tempo você terá para pagá-la e em mais vezes conseguirá dividir as parcelas.

Aqui também entra uma dica em relação ao dinheiro. Mesmo antes da pandemia era necessário viajar com uma quantia para se manter um tempo no país, afinal, não se sabe em quanto tempo você conseguirá um emprego se for trabalhar por lá, certo?

Neste mundo pós-pandemia, mesmo com diversos países carecendo da mão de obra dos estudantes internacionais, esteja preparado financeiramente para custear a sua estadia ao menos por dois meses. Assim, é possível evitar perrengues.

Ah, aqui vale também você acompanhar a cotação para trocar o dinheiro aos poucos e economizando nesse caminho.

Por fim, se prepare psicologicamente e seja gentil com os outros. Esses dois anos foram difíceis para todos, não só para os brasileiros. 

Durante o intercâmbio, encontramos estudantes de diversas nacionalidades e lidaremos com pessoas também vulneráveis emocionalmente. Com um pouquinho de humanidade e empatia, é possível fazer dessa experiência um momento bom para todos.

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