Au Pair: Como escolher uma boa família?

Principais pontos na escolha de uma família, saiba quais são

Principais pontos na escolha de uma família
Principais pontos na escolha de uma família

Não existe Host Family. Boa mesmo é aquela que tem valores familiares bons. Entretanto, há algumas atitudes das famílias que não ajudam e acabam desestimulando a(o) au pair de trabalhar naquele ambiente. Por exemplo:

  • Os pais saem muito e não levam as crianças, deixando-as nas mãos da(o) au pair;
  • Os pais não colocam as crianças para dormir muitas vezes por semana;
  • Os pais ficam em casa, mas não brincam com as crianças;
  • Os pais não fazem as refeições que poderiam fazer com as crianças;
  • Não as levam ao médico quando necessário, à escola, enfim, não participam muito da vida das crianças etc.

Mesmo que a família seja ótima, sabemos que pode ter seus momentos de deslizes. Entretanto, seus valores devem ser sua base. Por exemplo, claro que os pais podem ter momentos de intimidade, entretanto, é preciso lembrar que precisam fazer parte da rotina de seus filhos, até para serem bons exemplos para eles. É preciso haver um equilíbrio.

Como descobrir se a família tem ou não valores?

É claro que você não vai perguntar diretamente para a família essas coisas, pois vão pensar que você não quer trabalhar ou está querendo saber demais. Tente perguntar sobre o cotidiano, a rotina da casa, se terá que trabalhar de fim de semana etc. Com essa abordagem, os pais devem passar uma noção de quantas vezes por mês costumam sair, por exemplo. Pergunte, educadamente, se colocar as crianças na cama todos os dias é seu dever.  Se sim, sinta-se no direito de perguntar se é assim por que nenhum responsável estará por perto e se as crianças estão acostumadas.

Mãe ou pai presentes em casa geralmente atrapalham o trabalho da(o) au pair. Principalmente porque a criança tende a ficar mais “manhosa” na presença dos pais. Agora, se um dos dois TRABALHA em casa, pode ser diferente. Eles costumam levar a sério o home office e realmente preferem ficar fechados em seus escritórios.

É RESPONSABILIDADE DOS PAIS ENSINAR que naquela hora, não importa que o pai e/ou a mãe está(ão) em casa, quem manda é a(o) au pair. Nesse caso, sinta-se à vontade de perguntar sobre o comportamento das crianças quando a mãe ou o pai está em casa. Se forem sinceros, responderão que as crianças mudam um pouco de comportamento e que elas são ou não são controláveis.

Para te dar segurança para perguntar, aqui vai uma dica: pode dizer que está perguntando, pois uma amiga sua teve problemas com isso e gostaria de toda informação possível PARA FAZER CERTO”. Demonstre que sua intenção não é nada mais do que acertar. Eles vão gostar disso.

Para finalizar, é importante que a família saiba que au pair é uma AJUDA EXTRA e não deve, nunca, em hipótese alguma, substituir os pais. Os pais que têm isso em mente tendem a tratar a au pair com dignidade e respeito, como parte da família muitas vezes (a tal big sister).

Escolhendo a família de acordo com seu objetivo

Conviver com uma família boa, digna é muito importante e fará toda a diferença. Entretanto, também é interessante que você tenha em mente os seus objetivos, pois eles te ajudarão a escolher a melhor opção para o seu intercâmbio. Por exemplo:

Aprender inglês / aprimorar o idioma:

Se você for cuidar só de um bebê, terá um pouco mais de dificuldade para evoluir a nova língua, uma vez que terá somente os pais para conversar. Quando cuida de crianças um pouquinho maiores, mesmo as de 2, 3 anos, você já consegue dialogar com elas e aprender muito. Mas claro, você aprenderá de qualquer forma.

Fazer amizades com estrangeiros:

Uma forma mais fácil de fazer novas amizades é realizar esse programa por intermédio de agências de intercâmbio, pois elas promove encontros mensais, além de disponibilizar os contatos das au pairs da sua região.

Encontrar brasileiros lá:

Para quem vai aprimorar o idioma, esse objetivo é o menos indicado. Mas, se ainda assim você quer estar em um local próximo de brasileiros, fique tranquila, pois estamos em todas as partes! Entretanto, nos Estados Unidos, os locais que, geralmente, têm uma grande concentração de brasileiros são: New Jersey, Miami, New York e Boston.

Fazer faculdade renomada:

Você deve restringir a escolha de sua família para perto de cidades específicas como New York, Boston, Princeton-NJ, Philadelphia etc., ou nas cidades onde estão localizadas a faculdade do seu interesse.

Juntar dinheiro:

Se este é seu objetivo principal, tente, arduamente, viver em alguma cidade pequena, distante ou até mesmo em área rural. Pois aí sim você terá menos chance de ir às grandes cidades gastar. Entretanto, é importante ressaltar que o programa au pair não é o mais indicado para juntar dinheiro nos EUA. O real objetivo desse tipo de intercâmbio é proporcionar a vivência em uma cultura diferente e o aprimoramento do idioma. Ou seja, o legal seria viajar, conhecer o máximo possível enquanto estiver por lá e isso sabemos que requer Money. Por isso, pese bem seu objetivo.

Regalias:

Pergunte sempre se há televisão, DVD, computador, carro e afins à sua disposição, caso isso seja crucial para você. É muito comum a/o Au Pair ter um banheiro exclusivo. Muitas vezes é permitido levar amigos em casa. Nunca deixe de perguntar, pois algo que não agrade agora, pode tornar sua vida muito complicada depois. Contudo, novamente, lembramos que é preciso ser ponderado. Se não tem TV, DVD e outras coisas no quarto, pode ser que você tenha um carro somente para você, ou vice-versa. Pode ser que tenha carro, mas tenha hora para voltar para casa. Lembre-se que na hora de escolher a au pair, a familia também se deparou com essas dúvidas e escolheu você, que parecia ser a mais perto do que eles queriam. Tenha o mesmo julgamento ao escolher a família;

Rotina:

Se você é uma pessoa noturna, uma família que precise de você muitas noites e te deixe dormir pela manhã pode ser uma boa. Mas aí as possibilidades de balada diminuem. Se você é do tipo que dorme cedo, procure as famílias que precisem de você todas as manhãs. Se é do tipo que quer trabalhar pouco, procure famílias que precise de você por poucas horas, mas todos os dias da semana, inclusive sábado e domingo. Ou, do contrário, se quer trabalhar bastante e salvar seu fim de semana, escolha uma família onde você tenha que trabalhar 8 ou 10 horas por dia, mas tenha os fins de semana livres.

Enfim, é tudo questão de colocar na balança e verificar o que é bom ou não para esse período do intercâmbio, de modo a tornar essa experiência incrível e inesquecível. E vale sempre ter em mente que o equilíbrio é a chave do sucesso e que não existe família perfeita, por isso, saiba fazer considerações e ser maleável. Isso é o mais importante na hora de escolher uma família. 😉

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