Intercâmbio: O que é, Como fazer e Próximos Passos?

Quer saber como funciona o intercâmbio e quais são os primeiros passos para planejar a sua viagem? Vem cá que eu te conto!

O sonho de fazer um intercâmbio ainda é muito presente em milhões de jovens, adultos e pessoas da terceira idade no Brasil. Mesmo em meio a pandemia, fronteiras fechadas e um cenário tão incerto da nossa economia, estamos cheios de esperanças para 2022. 

A experiência do intercâmbio não é marcada apenas pelos estudos realizados em outro país, mas também pela imersão cultural, vivência com pessoas de diferentes nacionalidades e, principalmente, autoconhecimento.

Quem embarca nessa aventura tem a sua vida mudada completamente e para sempre. Passa a enxergar o próximo de outra maneira, com mais respeito e menos preceitos. Tem mais empatia para lidar com o diferente e tenta viver ao máximo as oportunidades da vida. 

Se você quer ter essa experiência tão transformadora, eu separei abaixo uma série de informações que podem te ajudar a entender um pouco mais sobre o que é o intercâmbio e como dar os primeiros passos nesse planejamento. 

Como funciona o intercâmbio?

Em um outro post aqui do Canal, a jornalista Julia Sanches definiu muito bem o que é essa experiência: “Um intercâmbio é uma viagem que envolve relações culturais, comerciais e educacionais de forma recíproca entre diversas nações”.

Na prática, um intercâmbio ocorre quando uma pessoa viaja para outro país com o objetivo primordial de estudar ou contribuir com o destino de alguma forma, independentemente qual seja o tipo de intercâmbio.

Com essa experiência, o intercambista passa a vivenciar àquela cultura em todas as suas expressões, estando aberto para as experiências idiomáticas, religiosas, políticas, gastronômicas e tudo o mais que envolva o país de destino. 

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Imagem: Pixabay

Por que fazer um intercâmbio?

Há uma série de razões para juntar as malas e dizer um “até logo” para o Brasil, como:

Aprender e praticar um novo idioma

Muitas pessoas fazem intercâmbio para fins acadêmicos, nesse cenário, elas conseguem praticar e, até mesmo, chegar à fluência do idioma. Em outros casos, é possível aprender uma nova língua do zero e, até mesmo, mais de um idioma dependendo do destino.

Autoconhecimento e superação das suas próprias limitações

No Brasil, costumo dizer que estamos na nossa “zona de conforto”. Conhecemos as pessoas, a cultura, as ruas, transportes, costumes, comidas e tudo o mais. Mesmo quando viajamos para outras cidades e estados ainda estamos em “casa”, entre o nosso povo.

Lá fora não é bem assim. O intercâmbio faz a gente descobrir características nossas que nem sabíamos que existiam apenas por estarmos totalmente fora do nosso “ambiente”. Sentimos dificuldades, claro, mas aprendemos a superar cada uma delas. 

Fazer novos amigos

Em grande parte dos destinos, temos a chance de conhecer não apenas pessoas locais, mas também do mundo todo, vindos, assim como nós, de países diferentes, com idiomas e culturas distintas. É dessa vivência que temos a chance de destruir preconceitos e, de quebra, fazer amizades para a vida. 

Aprender a controlar melhor suas finanças

Sobreviver no intercâmbio exige uma habilidade em especial: controlar finanças. 

Independentemente se você sair com o dinheiro todo do intercâmbio já do Brasil (muito comum em programas de curta-duração ou em casos de destinos em que o estudante não pode trabalhar) ou se tiver a intenção de trabalhar no país para se manter, é preciso controlar bem as finanças para evitar os famosos “perrengues”. 

Aprender a viver com o suficiente

Já elencando nessa situação das finanças, muitas vezes, o intercâmbio nos ensina a viver com o suficiente e isso começa já na preparação. O nosso guarda-roupa inteiro não cabe em duas malas de 23 kg. Tudo o que tem na nossa penteadeira não cabe na necessaire. 

O que fazemos, então? Escolhemos o que achamos ser suficiente. Durante a nossa estadia no país também aprenderemos a viver dessa forma: comprando exatamente aquilo que precisamos e sabemos que será útil. 

Alavancar sua carreira profissional

Por fim, acho que um dos principais motivos do intercâmbio é esse: alavancar a nossa carreira profissional e, consequentemente, atingir estabilidade financeira, visto que um especialista fluente em outros idiomas pode ter um salário até 68% maior do que aquele que não fala, segundo a Catho.

Leia também: O que devo saber antes de fazer um intercâmbio?

Existe uma idade ideal para o intercâmbio?

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Imagem: Pinterest

Não existe uma idade ideal para fazer o intercâmbio, é uma experiência que pode ser vivida por qualquer pessoa. Porém, dependendo da idade, os programas de intercâmbio disponíveis podem ser diferentes.

Por exemplo, para jovens com até 12 anos de idade, apenas é permitido o Intercâmbio em Família. Nesse cenário, os pais ou responsáveis viajam junto com os filhos para viver essa experiência.

A partir de 12 anos, é possível fazer o chamado Intercâmbio Teen, que trata-se de uma viagem de férias, sob permissão dos pais ou responsáveis. 

A partir dos 14 anos, o jovem também tem a opção de fazer o ensino médio no exterior (High School), mas esse tipo de programa exige conhecimento avançado no idioma.

Para a galera com mais de 18 anos, existem cursos de idioma, programas de voluntariado no exterior e intercâmbio para trabalho e estudo. 

Além disso, se você já domina o idioma, pode realizar cursos preparatórios, graduação ou pós, cursos técnicos ou entrar em programas de Au Pair (até os 26 anos) e estágios no exterior. As opções são diversas.

E existem intercâmbios também voltados para pessoas com mais de 30 ou 50 anos, com turmas niveladas e, até mesmo, opções de cursos específicos, como o Executive Education. 

É possível viajar sem inglês?

Sim! É possível! Não apenas sem o inglês, mas qualquer outro idioma nativo do seu país de destino (espanhol, francês, alemão…). 

Claro que, se você entender ao menos o básico do idioma, a sua adaptação ao local será mais fácil, especialmente nos primeiros dias, em que você estará conhecendo as ruas, caminhos até a escola e/ou trabalho e como funciona o transporte.

No entanto, atualmente, podemos contar com diversos aplicativos de tradução que nos ajudam nisso. Portanto, não dominar o idioma não pode ser um impeditivo para a sua viagem, afinal, o foco é aprender

Quer estudar idiomas aqui no Brasil ainda? Olha esse projeto: Kultivi: faça curso de inglês e outros idiomas gratuitamente

Femininos turistas na mão têm um mapa de viagem feliz. Foto gratuita
Imagem: Freepik

Existem opções de intercâmbios baratos ou gratuitos?

Sabemos que um intercâmbio não é uma viagem barata, porém, é possível contar com programas mais acessíveis e, até mesmo, gratuitos.

Diversas universidades lá fora oferecem bolsas de estudos em graduação, especialização e doutorado para estrangeiros todos os anos. São centenas de oportunidades para estudar em algumas das melhores instituições do mundo, como Oxford e Harvard. 

Leia mais sobre o assunto: Como fazer intercâmbio de graça?

O que é preciso para fazer o intercâmbio?

Depois de tudo isso, decidiu que o intercâmbio é o caminho certo para você? Conheça alguns aspectos básicos que você deve considerar no seu planejamento:

Traçar um objetivo

Como citado ali em cima, é possível fazer intercâmbio para uma série de objetivos, como aprender um novo idioma, ter uma experiência profissional no exterior, se desenvolver no mundo acadêmico, contribuir para a sociedade como voluntário e por aí vai.

Entenda exatamente o que você quer com o intercâmbio e como você deseja que essa experiência influencie a sua vida. Com base nisso, é muito mais fácil você seguir com as próximas etapas do planejamento. 

Escolher o país de destino e o tipo de intercâmbio

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Imagem: Pixabay

Com uma meta traçada, é momento de escolher o país de destino. Alguns dos mais buscados em língua inglesa são: Estados Unidos, Austrália, Irlanda, Canadá, Nova Zelândia, Malta e África do Sul.

Em casos de estudantes que desejam se desenvolver em outros idiomas que não seja o inglês, ainda é possível fazer intercâmbio, por exemplo, na França, Alemanha, Espanha, Itália e Rússia.

Para escolher o melhor destino, considere também as suas preferências, tanto em relação ao clima, quanto ao tipo de cidade (urbana, praiana, montanhosa e etc).

Por exemplo, na Austrália, o estudante tem acesso a um clima muito parecido com o do Brasil, mas com opções de cidades mais praianas ou mais urbanas, assim como cidades com o clima mais ameno.

Já no Canadá, o estudante lida com cidades um pouco mais frias em grande parte dos meses, com climas mais amenos no verão. Essa também é a realidade da Irlanda e alguns outros países da Europa. 

Entender os custos envolvidos e começar a se organizar financeiramente

Ao escolher o destino, você já vai conseguir ter acesso a uma série de informações que te ajudam a compreender os gastos envolvidos, como moeda local, custo de vida e passagens aéreas. 

Para entender todos os valores, o ideal é realizar cotações com diferentes agências. Nessa fase, você pode aproveitar para pesquisar a respeito dessas empresas na internet, analisar suporte e solicitar outras informações que o ajudem a escolher por uma parceira lá na frente. 

Definir a escola

A definição de uma escola é feita nos intercâmbios de idiomas. Em outros tipos, esse processo é um pouco distinto, isso porque o aluno precisa definir uma instituição apropriada à sua intenção de acordo com o processo de aplicação (como Escolas para o High School ou Universidades para graduação e pós).

Antes de escolher uma escola, pesquise também a respeito do tipo de metodologia usada, professores, mix de alunos na sala e custo-benefício. 

Quando se trata de intercâmbio, nem sempre o mais caro é o melhor ou o mais barato possui mais vantagens. É preciso pesquisar, levando em consideração também as regras da imigração do seu país de destino.

Escolher uma agência

Vista superior da coleção de elementos de viagem Foto gratuita
Imagem: Freepik

Lembra que eu falei sobre pesquisar bastante a respeito da agência? Pois bem, nessa fase, você deve escolher uma empresa para te ajudar a organizar todo o intercâmbio. 

É possível fazer a viagem sozinho? Sim! O processo pode ser feito diretamente com a imigração em grande parte dos destinos, porém, é bastante burocrático e contar com uma agência não apenas o torna mais simples, mas também te dá mais segurança durante a estadia em outro país. 

O ideal é optar por uma agência que tenha um escritório no país de destino e, de preferência, na cidade em que você vai estudar, isso porque imprevistos podem acontecer e, quando próxima, a agência consegue te ajudar de maneira rápida.

Outra régua que você pode levar em consideração para escolher são os benefícios que a agência te oferece. Muitas dessas empresas são conveniadas, por exemplo, com outros negócios que oferecem descontos ou períodos gratuitos em aplicativos, transfers, chips de celular ou outras coisas que sejam úteis para a sua viagem.

Preparar os documentos de acordo com as especificações do país de destino

Se você seguiu a minha recomendação e buscou por uma agência, a parte da documentação vai ficar muito mais simples. 

Geralmente, os próprios consultores já te informam quais documentos você deve apresentar de acordo com o seu tipo de intercâmbio e país de destino.

No entanto, você também pode consultar a relação no site oficial da imigração ou site da embaixada no Brasil do país que você deseja estudar. 

Independentemente do destino, já considere retirar o passaporte, caso você ainda não o tenha, e o Certificado de Vacinação Internacional. Com o cenário atual, é preciso consultar as unidades em funcionamento na sua cidade diretamente no site do Governo Federal (Passaporte e CIVP)

Definir uma acomodação e providenciar a compra das passagens aéreas

Outro ponto importante do seu intercâmbio é a acomodação. A opção mais comum, especialmente em cursos de idiomas e high school, é a homestay ou casa de família. Ou seja, o estudante aluga um quarto (individual ou duplo, geralmente) dentro da casa de uma família residente no país de destino.

Nem sempre a família é nativa, principalmente levando em consideração que grande parte dos países possuem um número muito grande de estrangeiros. Além disso, o estudante não pode escolher qual família ele deseja.

Esse tipo de acomodação é ótima para intercambistas que desejam mergulhar no idioma e na cultura local.

Outra opção bem comum, principalmente entre os estudantes de graduação, pós, mestrado e doutorado, é a residência estudantil, em que o aluno mora em um espaço com outros estudantes de várias partes do mundo. 

Essa acomodação promove ao estudante mais liberdade e autonomia, diversificando também os ciclos sociais. 

Ainda é possível optar por Airbnb, hotéis ou dividir uma casa ou apartamento com colegas, esse último é muito comum por conta do valor envolvido, que acaba saindo mais barato se comparado com os outros tipos de acomodação. 

Dica extra: planejar sua estadia no país de destino

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Imagem: Freepik

Por fim, se eu pudesse deixar um conselho para você que deseja fazer intercâmbio é: planeje toda a sua estadia no país de destino ainda do Brasil.

Não importa se você vai ficar 2 semanas, 6 meses ou 1 ano, quanto mais você planejar (especialmente se você deseja viajar para outras cidades, estados ou, até mesmo, países), mais você conseguirá aproveitar a sua experiência.

Portanto, faça listas de locais que deseja conhecer, pesquise os valores envolvidos, entenda o custo de vida no local, caso você queira viajar, considere os gastos de estadia, alimentação e atração. 

Não tenha medo de pesquisar. É uma experiência linda, mas exige muito planejamento e organização.

Eai, será que em 2022 nos veremos em algum lugar desse mundão? Me conta aqui, para qual país você deseja ir?

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